O Teatro Épico é resultado do desenvolvimento teatral na Rússia, logo após a Revolução Russa de 1917, e na Alemanha no período da República de Weimar. Os principais criadores foram os diretores Meyerhold e Erwin Piscator, nessa época as cenas de natureza épica eram chamadas de cena Piscator, devido ao uso de cartazes e projeções nas peças dirigidas por Piscator. Bertolt Brecht, ao se aprofundar e escrever sobre este tema se tornou um multiplicador dessa vertente e da nomenclatura atualmente usada.
O termo Teatro Épico começou a ser utilizado para caracterizar um gênero teatral específico, em que o ator tem como papel fundamental mostrar a realidade de algo para que o público possa construir uma opinião crítica sobre o que foi encenado. O foco deste gênero não é fazer com que a plateia se identifique com o personagem ou se emocione com as cenas, mas sim criar um espaço onde pode-se enxergar com clareza os fatos acerca de determinado assunto. Dito isso é possível entender melhor técnicas como a quebra da quarta parede e o distanciamento em que o público tende a notar que o que está presenciando é uma intervenção artística de caráter ficcional que pode estar retratando a realidade, mas com ressalvas.
A palavra “épico” caracteriza algo que relata, em versos, uma ação heroica. No antigo teatro grego, eram retratados os heróis e suas histórias, muitas vezes de forma narrativa, indicando um molde da técnica do distanciamento.
Confira a seguir um vídeo onde alguns pesquisadores opinam sobre essa vertente teatral.
TV Guia do Ator. Brecht e o teatro épico. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=F0pLGq2a_F4>. Acesso em: 25 de abril de 2017.
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